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O sufixo acusativo (-i após consoante / -j após vogal) tem uma função sintática secundária: ele atua como marcador de foco para quantificadores e intensificadores, permitindo inversão na ordem sem perda de sentido.
Isso é fundamental para o uso de roro, que pode significar tanto “muitos” (quantidade) quanto “muito” (intensidade).
1. Regra da Proximidade (padrão)
Na ausência de acusativo, roro modifica a palavra imediatamente anterior.
Se eu quiser só “pessoa/pessoas alegres”, sem ideia de “muito/muitos”, basta:
2. Regra do Salto (com acusativo)
Quando uma palavra recebe o sufixo acusativo, ela pode “atrair” o roro que está no fim do sintagma, mesmo que haja outra palavra entre eles. O acusativo marca qual termo é o foco da quantidade ou da intensidade.
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Pessoas muito alegres (foco na intensidade da alegria) hēahi triğa roro hēahi (acusativo no adjetivo) faz roro pular triğa e intensificar a alegria.
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Muitas pessoas alegres (foco na quantidade de pessoas) triğaj hēah roro triğaj (acusativo no nome) puxa roro para a pessoa, saltando o adjetivo.
3. Resumo dos padrões úteis
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Pessoas alegres ro triğa hēah
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Muitas pessoas alegres triğa roro hēah ou com foco mais explícito na quantidade: triğaj hēah roro
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Pessoa muito alegre / pessoas muito alegres triğa hēah roro / ro triğa hēah roro (ordem neutra) ou com foco mais explícito na alegria (e mais “ser” do que “estar”): hēahi triğa roro / hēahi ro triğa roro
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