Vorto de la Tago

Vorto de la Tago

s̆imoh : tudo
Baza Funkcio: pronome indefinido
Difino:

s̆imoh é um correlativo substantivo: literalmente “tudo, todas as coisas”. Ele ocupa um lugar nominal na oração. Na matriz, s̆im é “coisa” e -oh totaliza o conjunto, produzindo s̆imoh = “tudo”.

 

Ekzemplo:
  • Wa ys̆ika s̆imoh.
    Eu vi tudo.

O ponto mais traiçoeiro é que em português “todo”, “tudo”, “inteiro”, “completo” e até “todas as coisas” podem se aproximar, mas em Uomé a distinção pode ficar bem mais nítida:

s̆imoh = a totalidade das coisas consideradas como conjunto.
oh = totaliza a extensão do elemento anterior.

Algumas frases boas para testar essa fronteira:

  1. Eu comi tudo.
    Wa s̆u s̆lagə s̆imoh.
    Aqui s̆imoh = tudo o que havia para comer. Não é “comi uma coisa inteira”, mas “comi todas as coisas/alimentos relevantes”.

  2. Eu comi o pão todo.
    Aqui seria “pão + oh”, não s̆imoh.
    A diferença é muito boa:
    comi tudo → conjunto total → s̆imoh
    comi o pão todo → extensão total de um único referente → oh

  3. Ele leu tudo.
    Poderia ser:
    La s̆u gũs̆ē s̆imoh.
    = ele leu tudo o que havia / todos os materiais relevantes.

    Mas:
    Ele leu o livro todo.
    → plɛro oh
    porque se totaliza um livro específico.

  4. Eu vi tudo.
    Wa s̆u ys̆ika s̆imoh.
    = vi todas as coisas relevantes / vi tudo que havia para ver.

    Mas:
    Eu vi o filme todo.
    → “filme + oh”
    porque é a duração/extensão completa de um único evento.

  5. Ela limpou tudo.
    → s̆imoh
    = limpou todas as coisas ou tudo que precisava ser limpo.

    Ela limpou a casa toda.
    → nymatũ oh
    = limpou a casa em toda a sua extensão.

  6. Ele gastou tudo.
    Aqui s̆imoh seria natural se o sentido for:
    “gastou tudo o que tinha”.

    Mas:
    Ele gastou o dinheiro todo.
    → “dinheiro + oh”
    porque o português identificou explicitamente o domínio totalizado.

  7. Eu ouvi tudo.
    → s̆imoh
    = ouvi tudo o que foi dito / todos os sons relevantes.

    Eu ouvi a música toda.
    → ramitān oh
    = ouvi a música do começo ao fim.

  8. Nós trabalhamos o dia todo.
    → “dia + oh”
    porque é totalidade temporal.

    Nós fizemos tudo hoje.
    → s̆imoh
    porque são todas as tarefas/coisas relevantes.

  9. Tudo acabou.
    Aqui s̆imoh pode ser muito natural:
    S̆imoh s̆u.
    = tudo acabou; todas as coisas/processos relevantes chegaram ao fim.

    Mas:
    A reunião acabou toda? ou “A reunião ocorreu por inteiro”
    aí a ideia seria o evento em sua extensão total, portanto oh.

  10. Ele perdeu tudo.
    → s̆imoh
    = perdeu tudo que possuía / todos os elementos relevantes.

Ele perdeu o salário todo.
→ “salário + oh”
= perdeu a totalidade daquele salário.

O teste mais simples pode ser este:

Se eu puder substituir por “todas as coisas relevantes”, tende a ser s̆imoh.
Se eu puder substituir por “X inteiro / X em toda a sua extensão”, tende a ser X oh.

Isso cria contrastes muito bons:

s̆imoh → tudo
plɛro oh → o livro todo
nymatũ oh → a casa toda
īawɛ oh → a semana toda
ramitān oh → a música inteira
dukcɔ īawɛ oh → o fim de semana todo

Kosmovido de la origino de Ŭomeo

Estis iam...